Assistam as mensagens do Rev. Caio Fábio, Série O Caminho do Discípulo - Estudo sequencial sobre o significado prático do discipulado em Jesus. No site: http://www.vemevetv.com.br/. Cadastro Gratuito. Use o sistema de busca para achar as mensagens.
Juntamente com outra série intitulada Treinamento para o ministério de visitação, têm sido com o que tenho alimentado minha alma e espírito, com frutos preciosos do confronto com que somos desafiados, de repensar as razões de seguir a Jesus Cristo. Tenho relembrado e reafirmado meu amor, fidelidade e pertencimento. Tudo o que um discípulo deve constantemente fazer. Recomendo.
No vídeo, um trecho de uma das mensagens referidas. Onde Caio fala sobre Paixão por Cristo, e o impulso dela na vida do discípulo.
O cristão
Um cristão é comumente definido como "aquele que crê em Jesus Cristo" ou como "um seguidor de Jesus Cristo".Ele poderia ser mais propriamente descrito como alguém que se considera pertencente àquela comunidade de homens para quem Jesus Cristo - sua vida, palavra, feitos e destino é de suprema importância como chave para a compreensão deles mesmos e do mundo em que vivem, como fonte principal do conhecimento Deus e do homem, do bem e do mal, como companheiro constante da consciência, e como o esperado que os liberta do mal.
Há um desassossego com o corriqueiro que é próprio de uma sociedade hedonista, imediatista e irrefletida. “Sair da rotina” é uma expressão que por si só, já é carregada de uma inautêntica positividade. É como se o novo e o inusitado equivalessem necessariamente ao bom. O efeito colateral é bem mais preocupante: aprofunda ainda mais a nossa insatisfação, pois como bem afirma um texto Escriturístico, “... nada há de novo debaixo do sol (Ec 1.9)”. O fato é: a vida, não atende a demanda de novidades que dela exigimos. Vamos com calma.
1.A vida é predominantemente corriqueira: Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo?(Ec 1.10)”. C. S. Lewis, em sua obra Reflections on the Psalms, escreveu: “Exclamamos: ‘Como ele cresceu! O tempo voa!’, como se a forma universal de nossa experiência fosse sempre uma novidade.”
2.Notem com atenção especial a forma como o novo/novidade é ostentado nos discursos hodiernos. É fácil notar como expressões como “velho” e “repetitivo” tornaram-se predominantemente pejorativas. E, não raro, ausência de abundantes novidades é sinônimo de tédio, sem sabor. Pelo lado oposto, sabor é proporcional a intensidade da adrenalina e a diversidade de surpresas que se tem.
3.Logo, ‘aplicando’ Nietzsche, esse nosso trato com o novo é mesmo uma infidelidade à vida – como ela é. E mais: arma-se uma tragédia cíclica: “busca-se porque não se tem. Não se tem pra se achar. Está-se sempre a buscar”. Buscamos muito, desfrutamos nada. Sabemos “ir para”, não sabemos “chegar em”: estamos sempre a caminho. A nossa atenção para o novo tem sido o nosso descaso com o “sempre lá”. Ficamos sempre ansiosos antes de um encontro de romance, mas já não mais olhamos nos olhos! O antes tem prevalecido pelo durante. O amanhã será sempre melhor que o hoje. Alguém já disse que o bom da festa é o esperar por ela.
A solução é dialética. Por um lado, deve-se identificar e libertar-se dessa neurose. Viver a saúde do real, respeitando o caráter extra-comum do novo. Afinal, não é a surpresa, de fato uma surpresa, apenas pelo seu caráter excepcional? Por outro lado, devemos nos atentar para a natureza do novo – que é subjetiva, interior. Não é a natureza das coisas que precisa mudar. Adélia Prado escreveu: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Muda-se todas as coisas mudando apenas o olhar.
“Não há nada de novo”, contudo diz o mesmo autor: “o que foi, isso é o que há de ser” - as coisas retornam ao seu início. A humanidade reaprende a andar quando cada criança dá o seu primeiro passo. Tudo de novo - como se fosse pela primeira vez! É a nossa ‘sempre nova’ ‘velha maneira’ de ser: redescobrindo.
A vida rejuvenesce quando rejuvenescemos o apetite por ela. E isso não é direito autoral das crianças de colo – para quem tudo é inédito. Afinal, elas crescem, e os sustos diminuem. O “senso de familiaridade” as trarão, também, até esse ponto. O fundamental é que saibamos, por fim, isso: todos devemos igualmente reaprender o encanto e o maravilhamento.
O Criador não fez um mundo pirotécnico e irregularmente sempre novo. Não o fez também um mundo mecânico, previsível e enfadonho. Antes, o mundo por Ele criado, é destinado a fazer durar o que vale à pena. Em outras palavras, haverá, no Final, um BIS teatral – próprio do Criador, como escreveu o Chesterton:
“Pelo fato de as crianças terem uma vitalidade abundante, elas são espiritualmente impetuosas (...) por isso querem coisas repetidas, inalteradas. Elas sempre dizem: ‘Vamos de novo’; e o adulto faz de novo até quase morrer de cansaço. Pois os adultos não são fortes o suficiente para exultar na monotonia.
(...) E possível que Deus todas as manhãs diga ao sol: ‘Vamos de novo’; e todas as noites à lua: "Vamos de novo". Talvez não seja uma necessidade automática que torna todas as margaridas iguais; pode ser que Deus crie todas as margaridas separadamente, mas nunca se canse de criá-las. Pode ser que ele tenha um eterno apetite de criança; pois nós pecamos e ficamos velhos, e nosso Pai é mais jovem do que nós. A repetição na natureza pode não ser mera recorrência; pode ser um bis teatral. O céu talvez peça bis ao passarinho que botou um ovo”.
A virtude de Cristo que o liberalismo religioso tem exaltado acima de todas as outras é o amor. O discernimento desta excelência nele não constitui, seguramente, nenhuma aberração da parte do pensamento liberal, levando-se em conta tudo o que se possa dizer sobre a escassez de referências ao amor nos evangelhos sinóticos. O resto do Novo Testamento, e o testemunho dos cristãos em todas as épocas confirmam que o amor é uma das grandes virtudes de Jesus Cristo, e que o que ele requer dos seus discípulos ou oferece a eles como possível é o amor. Todavia, quando examinamos o Novo Testamento, e estudamos nele o retrato de Jesus, começamos a duvidar do valor descritivo de frases como "o absolutismo e perfeccionismo do amor ético de Jesus" (Harnack).
Em lugar nenhum Jesus exige amor pelo amor. (...) A virtude do amor no caráter e exigência de Jesus é a virtude do amor de Deus e do próximo em Deus, não a virtude do amor de amor. (...) Para Jesus não existe nenhum ser final digno de amor e nenhum outro objeto último de devoção a não ser Deus. Ele é o Pai; nenhum bem existe a não ser Deus; a ele somente se deve render graças; somente o seu reino deve ser buscado. Daí que o amor de Deus no caráter e ensino de Jesus não apenas seja compatível com a ira, mas possa ser mesmo o seu motivo, como quando ele vê a casa do Pai transformada em covil de salteadores ou os pequeninos do Pai ultrajados. Daí ser correto e possível salientar a significação desta virtude em Jesus, e ao mesmo tempo reconhecer que de acordo com os evangelhos sinóticos ele deu ênfase, na conduta e no ensino, às virtudes da fé em Deus e humildade diante dele, muito mais do que ao amor.
Se se quer entender a natureza desta virtude em Jesus, alguma atenção tem de ser dada à sua teologia.A tendência de se descrever Jesus totalmente em termos de amor está intimamente ligada à disposição de se identificar Deus com amor.
Paternidade é considerada como sendo quase o único atributo de Deus e, assim, quando Deus é amado, é o princípio de paternidade que é realmente amado (Harnack). (...) Ele é a benevolência que a todos inclui (Niebuhr). Naturalmente, isto não representa a teologia de Jesus.Muito embora Deus seja amor, para ele o amor não é Deus.O Deus que Cristo ama é o "Senhor do céu e da terra"; ele é o Deus de Abraão, Isac e Jacó; ele é o poder que causa a chuva e o sol, sem cuja vontade e conhecimento não morre um único pardal, nenhuma cidade é destruída, e nem ele mesmo é crucificado.(...) Contra esta interpretação da natureza única da virtude do amor em Jesus Cristo como baseada na integridade de sua devoção a Deus, poderá ser levantada a objeção de que ele pratica e ensina um amor duplo - para com o próximo e para com Deus - de modo que a sua ética terá dois focos: "Deus, o Pai e o valor infinito da alma humana" (Harnack). Tais afirmações esquecem que o duplo mandamento, quer tenha sido originalmente estabelecido por Jesus ou simplesmente confirmado por ele, de modo nenhum coloca Deus e o próximo no mesmo nível, como se íntegra devoção fosse devida a ambos. É Deus somente que é para ser amado com o coração, alma, mente e força. O próximo é colocado no mesmo nível de valor que o eu ocupa. Além disto, a idéia de atribuir valor "intrínseco" ou "infinito" à alma humana parece completamente estranha a Jesus. Ele não fala de valor, à parte de Deus. O valor do homem, como o valor do pardal e da flor, é o seu valor para Deus; a medida do verdadeiro gozo, em termos de valor, é o gozo do céu. Porque o valor é valor em relação a Deus, Jesus vê o sagrado em toda a criação, e não apenas na humanidade, muito embora os seus discípulos encontrem conforto especial no fato de serem de mais valor para Deus do que os pássaros, que também são valiosos.A virtude do amor ao próximo nos ensinos e conduta de Jesus nunca poderá ser pertinentemente descrita, se for tomada à parte do amor a Deus, o qual é de valor fundamental. Cristo ama o seu próximo não como a si mesmo, porém como Deus o ama. Daí o quarto evangelho, percebendo que o postulado judeu "ama o teu próximo como a ti mesmo" não se coadunava adequadamente nem com as ações de Jesus nem com os seus preceitos, haver modificado o mandamento para "amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei".Além disto, ficou bem claro para os discípulos que o amor de Jesus pelos homens não era apenas uma ilustração da benevolência universal, mas um ato decisivo do Agape divino. Pois temos de enfrentar o reconhecimento de que o que os primeiros cristãos viram em Jesus Cristo (e é o que devemos aceitar se atentarmos para ele e não para o que nos diz a nossa imaginação a respeito dele) não foi uma pessoa caracterizada pela benignidade universal, amando a Deus e ao homem. Seu amor para com Deus e seu amor para com o próximo são duas virtudes distintas que não têm nenhuma qualidade em comum, mas apenas uma fonte comum. Amor a Deus é a adoração do único bem verdadeiro; é a gratidão ao doador de todos os dons; é regozijo pela santidade; é "assentimento ao Ser". Mas o amor ao homem é compassivo e não adorador; é doador e perdoador sem ser gratidão, sofrendo nos vícios e profanações dessas atitudes e por elas, não as aceitando como são, mas chamando-as ao arrependimento. O amor a Deus é o Eros não possessivo; o amor ao homem, puro Agape; o amor a Deus é paixão; o amor ao homem, compaixão. Há uma dualidade aqui, mas não a de um mesmo interesse em relação a dois grandes valores, Deus e o homem. Trata-se, antes, da dualidade do Filho do Homem e Filho de Deus, que ama a Deus como o homem deve amá-lo, e ama ao homem como somente Deus pode amá-lo, com poderosa compaixão por aqueles que tropeçam.Parece, então, não haver maneira mais adequada para se descrever a virtude do amor em Jesus, senão dizendo que o seu amor foi o amor do Filho de Deus.
Sofrendo o impacto do trabalho revolucionário de Marx, Karl Barth, o conhecido e influente teólogo suíço, afirma que religião é mesmo a mais alta expressão do pecado humano.Paul Tillich, teólogo alemão refugiado de Hitler nos Estados Unidos, afirma que Jesus veio ao mundo para provar que a religião não compensa e que o Evangelho significa exatamente a libertação da canga da religião da lei e da lei da religião. Estas afirmações ilustram certamente a necessidade de ganharmos maior precisão nos termos que usamos correntemente nessa área.
É necessário distinguir religião, canga e instrumento de dominação, de Evangelho – mensagem de libertação dos cativos; distinguir entre fé, resposta positiva ao ato de libertação, e cultura – meio através do qual ela se deve expressar. É necessário superar definitivamente conceitos absurdos como o de uma ‘fé religiosa’, pois fé e religião são inconciliáveis. Uma só pode subsistir com o sufocamento da outra. A fé é a semente fértil. A religião é a semente esterilizada que pode servir para comer ou para o comércio. A fé é o futuro. A religião é o apego ao passado, à segurança, ao status quo, muitas vezes feita em nome do futuro, e quase sempre feita em benefício dos comerciantes. A fé é o desapego dos que aguardam a madrugada e não perdem tempo olhando para trás. A fé é a loucura, a audácia. A religião é a prudência, o instinto de conservação.
É necessário que tanto a semente como a palavra morra para que nos possam ser úteis. A força da boa nova, como força de humanização, pressupõe, para sua eficácia, a destruição das estruturas que a contém. Odres velhos não resistem ao vinho novo. A revolução, como renovação da vida humana, implica na destruição das estruturas de injustiça e dominação, e a sua substituição por estruturas que atendam às necessidades e aspirações humanas, favorecendo a libertação do homem.
Pai das luzes, Pai da Grande Luz - Jesus Cristo, nosso Senhor Clareia esse novo trajeto do Caminho Alegrias que estão tendo na Alegria de existir para Ti E nenhuma alegria há de ser sentida por eles, se não for também alegre em Ti Óh Grande Alegria da nossa alma! Óh Alegria fonte eterna de todas outras alegrias! Que toda experiência do que é bom - na vida deles, seja também de louvor ao Teu nome Rendidas a Ti, até a exaustão, sejam as suas gratidões Ensina-os a sentarem-se na mesa das Tuas delícias E a desfrutar de todo o bom que leva o Teu nome Pois na Tua glória, e que toda seja Tua, é que gozarão e serão realmente plenos Reascende, sempre que preciso, o ânimo amor, a melodia da fé e as danças das boas esperanças. Em tudo, prepara-os para a Grande festa de viver Contigo Enche-os dos bons rumores do Encontro contigo Já se faça ouvir: Tragam o melhor dos Cordeiros, o Perfeito. A festa, só começa! Amém
nEle que aguarda a todos nós para o Grande Matrimônio, Eric